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Postada por: Jr Lopes dia 11/06/2018
IBGE confirma impacto da greve de 11 dias no PIB
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O presidente do IBGE, Roberto Olinto, concedeu coletiva de imprensa para comentar sobre seu primeiro ano à frente do instituto. (Foto: Taís Laporta/G1)


O presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Roberto Olinto, confirmou nesta segunda-feira (11/06) que a paralisação dos caminhoneiros vai impactar o resultado da produção do país no segundo trimestre. Os cálculos precisos ainda estão sendo feitos, ponderou.

 

"É preciso quantificar a destruição de mercadorias, observar os preços e ver a restabilização nos patamares antigos", disse Olinto.

 

Segundo o presidente do IBGE, a questão é saber se o impacto nos preços, por exemplo, vai ser de longo prazo ou de curto prazo. "Não tenho a menor evidência de que isso [a greve dos caminhoneiros] matou o mês", afirmou em entrevista coletiva na sede do instituto.

 

Consultorias e economistas já estão reduzindo a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruno (PIB) para 2018.

 

O presidente do IBGE destacou que a Pesquisa de Orçamentos Famíliares (POF) está na reta final e os primeiros resultados devem ser divulgados já em 2019. A prioridade, de acordo com Olinto, é atualizar os pesos dos produtos analisados no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

 

A última atualização foi feita em 2012, com dados da POF realizada em 2009. Desde então os hábitos de consumo dos brasileiros mudaram e, com isso, a fatia do orçamento gasto com alguns itens também mudou.

 

Censo Demográfico e aumento de pessoal

A proposta inicial do IBGE é de que o Censo Demográfico 2020 custe R$ 3,4 bilhões, informou Olinto. As conversas com o governo para desembolso desse valor já tiveram início, mas ainda não avançaram.

 

Desse custo, cerca de 70% é referente à contratação de pessoal que irá a campo. A previsão é de 300 mil recenseadores que trabalharão durante 3 meses. O Censo é realizado a cada 10 anos.

 

Olinto informou ainda que o IBGE está discutindo com o governo a reposição de pessoal. "Encaminhamos um pedido de 1.800 vagas para recuperar a infraestrutura do IBGE". De acordo com ele, o instituto já teve 12 mil profissionais. Atualmente, são 5.300.

 

Questionado sobre o risco de haver cortes no orçamento do IBGE com a chegada de um novo governo, Olinto descartou. "Trabalhamos com a ideia que estamos blindados, porque é interesse de todos que essas informações sejam divulgadas", acrescentou.

 

Censo agropecuário

O presidente do IBGE também afirmou que fará a divulgação dos resultados do Censo Agropecuário no final de julho. Segundo Olinto, a maior parte do levantamento terminou no mês passado, mas ainda há um rescaldo que está sendo coletado.

 

"Faremos a divulgação no final de julho com dados preliminares. O rescaldo é uma coisa pequena, que não afeta a divulgação", afirmou em entrevista coletiva.

 

O censo custou cerca de R$ 550 milhões, valor bem inferior ao orçamento inicial, que era de cerca de R$ 1,6 bilhão. A redução ocorreu com uma menor contratação de recenseadores, maior tempo de coleta e redução da publicidade e propaganda do Censo. O menor custo também foi possível com a digitalização do processo, que o tornou mais eficiente.

 

Ao todo, 26 mil recenseadores trabalharam no Censo, além de mais 3 mil profissionais. Inicialmente, estavam previstos 80 mil profissionais temporários, segundo Olinto. Foram feitas 7 milhões de visitas e foram encontrados em torno de 5,3 milhões de estabelecimentos.


Fonte: G1







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