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Postada por: Andrey Vieira dia 23/03/2011
PAULO HAMILTON ESCREVE: Radares, um crime cometido contra a população
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* PAULO HAMILTON


Pelo segundo domingo consecutivo, a Rede Globo de Televisão, através de um dos seus programas de maior audiência “O Fantástico”, vem apresentando aos milhares de telespectadores de todo o País como agem as “máfias” dos radares móveis e fixos em várias cidades brasileiras.


Pagando um “gancho” no artigo publicado pelo escritor Ataíde Lemos, de Ouro Fino (MG), onde ele diz que nós, brasileiros, somos vítimas do Estado e daqueles que usurpam dele para a corrupção.


Infelizmente, somos reféns dele e para nos defender temos uma justiça morosa. Como se não bastasse a péssima qualidade dos serviços essenciais que é direito dos cidadãos como Educação, Saúde, Segurança e tantos outros ainda somos assaltados pelas empresas terceirizadas que trabalham para o Estado.


Recentemente surgiu o escândalo dos radares que estão sendo implantados nas rodovias e cidades visando controlar a velocidade. Realmente, esta parece mais uma armadilha que os Estados junto às terceirizadas criaram para usurpar nós brasileiros sem termos como recorrer. Como sempre se diz que no Brasil há uma indústria da multa esta é mais uma das façanhas tanto para aumentar a arrecadação como roubar os brasileiros.


Os radares (pardais) são uma mentira tão grande que, na verdade, o único objetivo para que eles existam não é controlar o limite de velocidade, mas sim arrecadação e corrupção, pois é notório que tal redução ocorre apenas no pequeno espaço em que eles se localizam e nada mais. Já que os radares se localizam em pontos estratégicos onde se precisa diminuir a velocidade não seria melhor, ao invés de pardais, ter lombadas? Isto é, nas rodovias haver lombadas suaves e nas vias públicas lombadas com pouco mais de aclive como era no passado? Ou seja, é clara a intenção que tais pardais são para outros fins que não controlar apenas a velocidade.


Este expediente de que o Estado está usando para controle de velocidade (os pardais) nós não temos como nos defender deles, pois a empresa que controla pode alterar a velocidade e sermos multados mesmo se estivermos abaixo da velocidade permitida para a via e simplesmente ele nos autuará, aí vem a pergunta como provar? Não tem como.


A indústria da multa através dos radares está rendendo tanto aos bolsos do Estado (União, Estados e municípios) e das terceirizadas que cada dia estão sendo implantados mais e mais pardais nas cidades e nas rodovias estaduais e federais. Se já não bastasse até nos semáforos estão sendo implantados tais pardais, ou seja, se o sinal estiver fechado em plena madrugada sem trânsito algum o motorista tem que escolher em ser assaltado no semáforo por ladrões mesmo que esteja sem trânsito ou levar uma multa por ser fotografado passando no sinal fechado.


Como se diz: este é o País da piada pronta, porém uma piada que alimenta a corrupção usurpando o cidadão que paga mais de 1/3 de impostos por ano, e ainda, alimenta a corrupção do Estado de todas as formas.


É preciso que a sociedade acorde. É preciso que as entidades que representam a sociedade como a Ordem dos Advogados do Brasil, do Ministério Público tomem atitudes contra mais esta maneira usada para nos assaltar aos olhos nus. É preciso encontrar outros meios para colocar ordem no trânsito sem a necessidade de sermos assaltados descaradamente por meios destes radares móveis e fixos o qual não tem promovido baixa nos índices de acidentes, mas sim colocando muito dinheiro no bolso de empresas e servidores públicos corruptos.


Ainda é preciso ressaltar os meios ilegais que os policiais rodoviários federais e estaduais têm usado para multar os motoristas, ou seja, eles ficam de campana com radares móveis. Se a Lei obriga a ter avisos de radares nas rodovias, como policiais podem ficar escondidos nas matas à beira das rodovias com tais radares para atuarem avisando os comandos logo adiante àqueles que, porventura, acabam cometendo algum delito de trânsito?


As rodovias são mal sinalizadas em termos de placas e faixas, por exemplo, há locais onde é proibida a ultrapassagem, no entanto, são retas de longo aclive. Há aclives que deveriam ter a terceira faixa. Enfim, os motoristas pagam o preço das falhas do Estado. Em suma, a sociedade não pode ficar estática diante a esta indústria da multa que a cada dia tem tomado rumos desproporcionais pela omissão da própria sociedade.


Um abraço fraternal a todos.


* PAULO HAMILTON é professor aposentado em Navirai e colaborador deste site.


Fonte: Da redação







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