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Postada por: Jr Lopes dia 07/10/2009
Governo brasileiro mantém apoio a Zelaya
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O secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães, reiterou ontem (6) que o governo brasileiro mantém o apoio ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e rechaça qualquer ameaça à democracia e tentativa de golpe de Estado. A posição foi ratificada durante reunião com integrantes da missão parlamentar brasileira (formada por deputados federais) que foi a Honduras.


Segundo os deputados que fizeram parte da missão, a diplomacia brasileira está convencida de que está próximo um acordo para encerrar a crise no país vizinho.

Nesta quarta (7) a comitiva parlamentar fará um relato minucioso sobre as atividades desempenhadas em Honduras durante sessão na Comissão de Relações Exteriores da Câmara. A sessão será dedicada exclusivamente à crise política no país vizinho e à atuação do governo brasileiro.


Para os parlamentares, tanto Manuel Zelaya quanto o presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, dispõem-se a buscar uma alternativa negociada para encerrar a crise política que domina o país. Os parlamentares conversaram com representantes dos dois líderes, com políticos hondurenhos, com os 15 integrantes da Suprema Corte e com membros de associações de brasileiros e da sociedade civil.


Depois de três dias em Tugucigalpa, a comitiva parlamentar obteve a garantia de que os direitos dos cerca de 600 brasileiros que vivem em Honduras serão preservados, sem ameaças nem riscos à sua integridade. Após a entrada de Zelaya na embaixada brasileira, muitos dos que vivem lá receberam ameaças.


Segundo os parlamentares, as autoridades hondurenhas asseguraram a manutenção dos direitos de não violação aos brasileiros e o retorno dos serviços de comunicação, energia e água da representação brasileira.


No último dia 21, Zelaya e um grupo de correligionários se instalaram na Embaixada do Brasil. No momento, há aproximadamente 60 pessoas que acompanham o presidente deposto, além de diplomatas brasileiros e jornalistas. Zelaya foi deposto no dia 28 de junho em um golpe orquestrado por integrantes do Congresso, da Suprema Corte e das Forças Armadas do país.


Zelaya quer retomar a Presidência da República, mas o presidente interino, com apoio de algumas instituições e dos militares, resiste. Ontem (5) o governo interino revogou o decreto que restringia as liberdades civis. Autoridades estrangeiras e hondurenhas pressionavam pela revogação do decreto que suspendeu as liberdades de imprensa, associação e circulação.


Fonte: Agência Brasil







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