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Postada por: Jr Lopes dia 11/02/2021
Zoneamento agrícola e linhas de crédito geram expectativa de aumento na produção de melancia em MS
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Produção de melancia deve crescer 10% neste ano, em função destas novas condições disponíveis aos produtores (Foto: Divulgação)


O governo estadual e o setor produtivo apostam em um crescimento da produção e cultivo de melancia em 2021, no Mato Grosso do Sul. Este cenário positivo é vislumbrado devido a criação do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a fruta, que vai favorecer a abertura de linhas de crédito e financiamento aos produtores.

 

O Zarc se trata de um estudo e avaliação das condições climáticas, tipos de solo e outros fatores que possibilitam ao produtor reduzir os riscos na hora do cultivo e devido esta segurança maior na produção, as instituições financeiras se propõem a oferecer crédito, aumentando o investimento no setor.

 

Este zoneamento agrícola para produção da melancia foi iniciado em 2019 no Mato Grosso do Sul, em uma ação promovida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com a Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), Senar-MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e Prefeitura de Eldorado.

 

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção de melancia em Mato Grosso do Sul segue em queda, tendo 37.354 toneladas em 2017, caindo para 23.680 em 2018 e 22.359 no ano de 2019. Este cenário também refletiu no cultivo da área plantada, com 1.633 hectares em 2017, diminuindo para 1.612 (2018) e depois 1.224 hectares em 2019.

 

Crescimento

Os produtores estão em 39 municípios, sendo que as cidades de Eldorado, Santa Rita do Pardo e Naviraí são as maiores produtoras da fruta. O diretor executivo da Agraer, Fernando Luiz Nascimento, avalia que a produção de melancia deve crescer 10% neste ano, em função destas novas condições aos produtores. “A expectativa é muito positiva, em função da aprovação da Zarc para melancia”, ressaltou.

 

Ele esclarece que este zoneamento agrícola indica a melhor época para plantio, com menos risco de prejuízos ao cultivo. “Com este estudo e avaliação, os produtores que obedecerem e seguirem este período terão mais acesso ao crédito e seguro rural junto aos bancos, antes eles não tinham esta opção e muitas vezes plantavam no alto risco”.

 

Nascimento descreve que nesta avaliação o cultivo de melancia deve ocorrer a partir da segunda quinzena de julho, seguindo agosto, setembro e até outubro. “Eles devem colher até dezembro, até para conseguirem melhores preços”. O diretor também destacou que o zoneamento feito no Estado serviu de referência para a implantação no restante do País.

 

O secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento e Produção, Jaime Verruck, também está confiante com o setor e diz que o Zarc dará mais confiança e segurança para a produção. “O conhecimento técnico da Embrapa, com o apoio do Senar e da Semagro viabilizou essa validação para todos os municípios do Estado”.

 

Eldorado

O município de Eldorado é o maior produtor de melancia de Mato Grosso do Sul. Já chegou a ter mil hectares de área plantada, mas caiu para 700 em 2017, depois 550 (hectares) em 2018 e 400 (hectares) para o ano de 2019.

 

O gestor de Desenvolvimento Rural da Agraer, Emerson Farias Bispo, que atua na cidade, acredita que neste ano a expectativa é de crescimento de 37% (cultivo), podendo chegar a 600 hectares em 2021.

 

“Estamos confiantes neste crescimento devido o Zarc que foi aprovado e agora vai permitir que os produtores possam ter acesso a linhas de crédito. Desta forma aquele que plantava 10 (hectares), vai querer aumentar para 15 ou 20, com estas novas condições e acesso a recursos para investir. Podemos saltar de 435 para 600 hectares”, ressaltou ele.

 

Bispo destacou que no município atuam aproximadamente 20 produtores de melancia e que já chegou a 42 em anos atrás. “Com este possível crescimento poderá se chegar nos próximos anos a mil hectares de cultivo, como já houve no passado”, pontuou. 


Fonte: Subsecretaria de Comunicação de MS







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