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Postada por: Jr Lopes dia 14/04/2010
Naviraí já confirmou 254 casos de dengue, saúde mantém alerta
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Mais de mil notificações já foram registradas nos últimos meses (Foto: Jr Lopes)


O município de Naviraí registrou nos últimos quatros meses deste ano, 254 casos confirmados de dengue. Os dados atualizados foram repassados nesta terça-feira (13) pela gerência de saúde do município. Ao todo 1.150 notificações foram apresentadas neste período. Mesmo com um trabalho intenso do Controle de Vetores da prefeitura da cidade, houve um grande volume de confirmações e notificações, colocando assim um alerta aos moradores.


Segundo a coordenadora de Vigilância Epidemiológica do município Ethel Ebiner Eckert, a gerência de saúde de Naviraí vem realizando diariamente, até mesmo aos sábados, domingos e feriados os serviços de borrifação e fumacê, e mesmo assim a quantidade de casos existentes tem preocupado a saúde local.

Segundo Ethel Ebiner, a prefeitura também está realizando um teste de eficácia do veneno que combate o aedes aegypti. “Estamos testando a eficiência do veneno para ver se ele esta fraco e assim não estar combatendo o mosquito transmissor da dengue”, justificou Ethel.


Um comparativo feito pelo Controle de Vetores, mostra que houve um aumento de 1.000%, de notificações e 2.000% de confirmações com relação a 2009, quando foi registrado apenas 115 notificações e 15 casos confirmados. O crescimento acompanha índice registrado em outras cidades do Estado.


A responsável pelo controle de vetores, Rosineide Touro, apontou os devidos cuidados que a população deve ter para a não proliferação de novos casos. Segundo ela, com a chegada da frente fria, a tendência é a diminuição de novos casos, mas o alerta deve ser mantido.


“Não adianta ficarmos diariamente fazendo o serviço de borrifação e fumacê, se o morador não fizer a sua parte. Funcionários do Controle de Vetores, encontraram larvas do mosquito em recipientes atrás das geladeiras novas. Alertamos os moradores para estarem atentos para qualquer utensílio que possa alojar água parada e limpa onde o mosquito põe seus ovos. Até em roupa de molho encontramos larva”, alerta Rosineide.


Outra ponto abordado por ela foi a questão das pessoas que contraíram a doença. Para ela, após serem atendidos nas unidades de saúde do município, o paciente retorna para sua casa e não procura o controle de vetores para informar a doença.


“É preciso que estes moradores nos informem para que possamos saber quais locais o mosquitos está agindo, para que possamos ir até estes locais e fazer os serviços de borrifação e fumacê. Mas alguns estão ficando dentro de suas casas e transmitindo a doença, uma vez que eles são picados e o mosquito transmite a doença para os demais. O mesmo caso acontece com pessoas que chegam de outras cidades. Algumas com a doença contraída, repassa para os demais”, explica a coordenadora.


Fonte: Assessoria







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