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Postada por: Jr Lopes dia 31/08/2020
Índice Geral de Desempenho Industrial de MS volta a ficar positivo mesmo com a Covid-19
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Foto: Divulgação


O IGDI (Índice Geral de Desempenho Industrial) de Mato Grosso do Sul, que foi criado pelo Radar Industrial da Fiems e é calculado com base nas pesquisas de Confiança e Sondagem Industrial, voltou a ficar positivo mesmo com a implantação de medidas de restrição à circulação e concentração de pessoas por conta da atual pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O Índice registrou no mês de julho de 2020 a marca de 55,8 pontos, indicando aumento de 8,1 ponto na comparação com o mês anterior.

 

Nos três últimos meses, o IGDI acumula alta de 17,3 pontos, voltando ao patamar anterior ao início da pandemia, conforme detalha o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende. Ele explica que na passagem de junho para julho todas as variáveis de avaliação apresentaram evolução positiva e mais empresas puderam retomar e ampliar a sua produção.

 

O economista detalha que somente no mês de julho 43% das empresas industriais do Estado apresentaram aumento na produção, enquanto no mês anterior essa participação era de 27%. “Já as empresas que mantiveram a produção estável responderam por 44% do total, contra 45% no último levantamento. Essa melhora também se refletiu na participação das empresas que contrataram, passando de 12,5% em junho para 21,3% em julho”, analisou.

 

Ele reforça que essa condição se repetiu em relação à utilização da capacidade instalada, passando de 64% para 73%. “Com os dados consolidados, constata-se que o IGDI voltou a ficar acima dos 50 pontos, indicando que, na média geral, o nível de atividade industrial percebido pela maior parte dos empresários respondentes foi satisfatório no mês de julho”, pontuou.

 

O Índice

O IGDI reflete a percepção do empresário em relação ao desempenho apresentado pela atividade industrial. “Na elaboração, foram selecionadas cinco variáveis - emprego, investimento, produção industrial, utilização da capacidade instalada e confiança – e todas com peso de 20% na composição do Índice”, detalhou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

 

No caso do emprego na indústria, o IGDI utiliza o percentual de estabelecimentos que aumentaram o número de empregados, enquanto na parte de investimento o Índice leva em consideração a intenção de investimentos para os próximos seis meses. Já da produção é usado o percentual de indústrias com a produção estável ou crescente, da utilização da capacidade instalada se pega o percentual médio e da confiança a base é o ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial).

 

O IGDI Fiems contou com a avaliação, validação e auxílio técnico do professor-doutor Leandro Sauer, da Escola de Administração e Negócios e do Programa de Pós-Graduação em Administração (Mestrado e Doutorado) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (ESAN/UFMS). “O professor é matemático com atuação na utilização de métodos quantitativos em economia e tem comprovada experiência na elaboração e uso de indicadores sintéticos”, reforçou o economista.


Fonte: Fiems/DICOM







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