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Postada por: Jr Lopes dia 30/11/2018
Mais Médicos - dois municípios e dois distritos indígenas ainda não tiveram nenhum interessado
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Ainda há 83 vagas para serem preenchidas em distritos sanitários especiais indígenasou (Foto: Guito Moreto / Agência O Globo)


Entre os 27 municípios de extrema pobreza e os nove distritos sanitários especiais indígenas (DSEIs) localizados na Amazônia em que ainda há vagas a serem preenchidas no programa Mais Médicos , a situação é pior em quatro deles. Nos municípios de Juruá e Jutaí e nos distritos indígenas Médio Rio Purus e Médio Rio Solimões e Afluentes, todos no estado do Amazonas, não houve ainda nenhum médico interessado em atuar em um dos postos de trabalho disponíveis.

 

O DSEI Médio Rio Solimões e Afluentes tem 12 vagas, mas nenhuma foi ocupada até agora. No DSEI Médio Rio Purus, são sete, mas também não há interessados até o momento. Nos municípios de Jutaí e Juruá, há seis e três vagas respectivamente, mas todas seguem vazias.

 

Em outros 25 municípios e sete DSEIs apareceram interessados, mas não em número o suficiente para preencher todas as vagas. O distrito sanitário indígena com mais postos de trabalho, por exemplo, é do Alto Rio Solimões. São 27 ao todo, mas só quatro foram preenchidas até agora.

 

Com a saída dos médicos cubanos que trabalhavam no programa, em razão das divergências entre o governo de Cuba e o presidente eleito Jair Bolsonaro, o Ministério da Saúde lançou um edital para o preenchimento de 8.517 vagas, das quais 8.185 estão em 2.824 municípios, e 332 estão distribuída em 34 DSEIs. Segundo o último balanço da pasta, 8.366 já foram preenchidas, mas 151 continuam à espera de interessados.

 

Considerados todos os 34 DSEIs, ainda há 83 vagas para serem preenchidas, ou seja, um quarto do total. Nos municípios a situação é um pouco melhor: 68 de um total de 8.185 (menos de 1%), ainda não tiveram interessados. O Ministério da Saúde classifica as cidades em sete faixas. A última delas, em que estão todos os municípios com vagas a serem preenchidas, são os de extrema pobreza. O balanço do Ministério da Saúde, porém, não mostra alguns problemas que estão sendo revelados pelos gestores municipais.


Fonte: O Globo







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