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Postada por: Jr Lopes dia 14/05/2018
André Puccinelli defende candidatura própria do MDB à Presidência
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Ao contrário de nove diretórios estaduais, o MDB de Mato Grosso do Sul é favorável a uma candidatura própria da sigla para à Presidência da República. O ex-governador do Estado e pré-candidato ao cargo, André Puccinelli, disse ao Correio do Estado que não importa o quem, mas o partido deve ter um nome nas urnas em outubro.

 

“A preferência é candidatura própria sempre, se for possível candidatura própria e se não der faz aliança”, destacou. 

 

Conforme noticiado pelo menos nove diretórios regionais não querem que o MDB apresente candidato próprio à sucessão do presidente Michel Temer. O cálculo foi apresentado na semana passada na casa do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), com políticos do MDB e outros partidos.

 

Embora o presidente e pré-candidato à reeleição, Michel Temer (MDB) tenha dito, em entrevista ao Broadcast Político, que apenas “dois ou três diretórios” têm essa posição, a estratégia planejada pela cúpula da legenda consiste em evitar que uma aliança nacional atrapalhe as negociações nos estados.

 

Questionado se a rejeição do governo de Temer possa diminuir os votos para o partido, o presidente regional do MDB em Mato Grosso do Sul, Puccinelli ressaltou que não precisa ser necessariamente o nome do atual administrador do Brasil nas urnas. 

 

“Não (não precisar ser o Temer), temos que lançar candidatura própria. Pode ser Temer, Meirelles (ex-ministro da Fazenda) ou coligação. Aliança com quem tem proposta semelhante a nossa e quem tem condições. Não acho que pode prejudicar, acho que o eleitor sabe discernir”, afirmou.

 

Puccinelli lembrou ainda que mesmo em momentos onde o Partido dos Trabalhadores (PT) liderava a intenção de votos para Presidência da República os resultados não interferiram no Estado. Ele pondera que as questões nacionais têm pouca influência em MS. 

 

“Mesmo quando Lula era candidato e o Zeca dizia que se ele ganhasse conseguiria mais coisas para o Estado, foi eu que ganhei. Mato Grosso do Sul tem uma pequena influência na esfera federal, mas não chega a prejudicar nas urnas”, relatou.  

 

Em entrevista ao UOL, o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) disse que “felizmente esses pensamentos derrotistas e adesistas não são majoritários”.

 

O ministro chamou de “oportunista” o pedido de alguns emedebistas para que a sigla permaneça neutra na disputa e não apoia nenhum candidato à Presidência este ano para liberar os Estados. Ele ponderou que “cada um pode ir ter seus pensamentos”.

 

Marun diz ter certeza que o governo terá candidato e que é “provável” que seja um integrante do MDB. Neste caso, os nomes cotados são os do presidente Michel Temer e do ex-ministro Henrique Meirelles. Na última pesquisa realizada pelo Datafolha, em abril, ambos não ultrapassam 2% das intenções de voto.

 

Sobre o baixo índice de aprovação dos pré-candidatos do MDB, Marun disse que o partido vai para as eleições “torcendo para que a população caia na real”. “Eleição se ganha e se perde. Ninguém pode apresentar à população o conjunto de realizações que nós promovemos. Não existe receita para o país melhor que a nossa”, defendeu.


Fonte: Correio do Estado







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