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Postada por: Jr Lopes dia 31/01/2017
Indústria de MS encerra 2016 com saldo positivo de trabalho
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Foto: Divulgação


O setor industrial de Mato Grosso do Sul, que é composto pelas indústrias de transformação, de extrativismo mineral, de construção civil e de serviços de utilidade pública, encerrou o ano de 2016 com saldo positivo de 943 postos formais de trabalho, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. De acordo com o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, apesar de o mês de dezembro do ano passado ter registrado o fechamento de 1.974 vagas, a geração de emprego no setor sul-mato-grossense foi positiva na maior parte do ano, revertendo o quadro de demissões observado em 2015, quando foram fechadas 9.243 vagas na indústria estadual.

 

Ainda de acordo com ele, no ano, os melhores resultados foram identificados pelos segmentos da indústria da construção (+2.111), serviços industriais (+453), alimentos e bebidas (+122), indústria da borracha, couro e diversas (+104) e indústria do material elétrico (+103). “Levando em conta todos os setores da economia estadual foram fechadas 7.797 vagas apenas no mês de dezembro, enquanto no acumulado do ano o resultado aponta para o encerramento de 1.123 postos de trabalho. Apesar de negativo, o desempenho observado apresenta sensível melhora na comparação com 2015, quando foram fechadas quase 12 mil vagas no mercado de trabalho sul-mato-grossense”, analisou.

 

Contingente

O conjunto das atividades industriais em Mato Grosso do Sul encerrou dezembro de 2016 com 126.178 trabalhadores empregados, indicando queda de 1,5% em relação a novembro. “Mesmo com a redução observada, a indústria terminou o ano com o 3º maior contingente de trabalhadores formais do Estado. Atualmente, a atividade industrial responde por 19,6% de todo o emprego formal existente em Mato Grosso do Sul, ficando atrás dos setores de serviços, que emprega 191.859 trabalhadores e tem participação equivalente a 29,8%, e da administração pública, com 129.958 trabalhadores ou 20,2% do total”, detalhou Ezequiel Resende.

 

O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems acrescenta que, considerando que em 2016 o salário nominal médio na indústria estadual foi de R$ 2.060,41 - estimado com base no salário nominal médio de 2015 obtido pela RAIS -, a massa salarial paga aos industriários sul-mato-grossenses ao longo do ano alcançou o equivalente a R$ 3,119 bilhões. “O montante é 7,3% superior ao registrado em 2015, quando atingiu o valor de R$ 2,907 bilhões”, informou.

 

Desempenho

Em Mato Grosso do Sul, ao fim do ano passado, 85 atividades industriais apresentaram saldo positivo de contratação, proporcionando a abertura de 5.628 vagas, com destaque para a montagem de instalações industriais e de estruturas metálicas (+1.850), construção de rodovias e ferrovias (+456), obras para geração e distribuição de energia elétrica e para telecomunicações (+448). Por outro lado, 127 atividades industriais apresentaram saldo negativo, proporcionando o fechamento de 4.685 vagas, tendo como responsáveis a fabricação de álcool (-455), obras de engenharia civil não especificadas anteriormente (-352), fabricação de produtos de pastas celulósicas, papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado (-329) e construção de edifícios (-249).

 

Em relação aos municípios, constata-se que em 43 deles as atividades industriais registraram saldo positivo de contratação em 2016, proporcionando a abertura de 4.649 vagas, sendo que as cidades com saldo positivo de pelo menos 100 vagas foram Três Lagoas (+2.464), Aparecida do Taboado (+541), Água Clara (+389), Nova Alvorada do Sul (+265), Mundo Novo (+123) e Nova Andradina (+123). Por outro lado, em 36 municípios as atividades industriais registraram saldo negativo, proporcionando a fechamento de 3.706 vagas, sendo que as cidades com saldo negativo foram Campo Grande (-1.023), Dourados (-647), Bataguassu (-367), Paranaíba (-222), Eldorado (-209), Costa Rica (-155), Terenos (-145), Itaquiraí (-135), Corumbá (-125) e Naviraí (-121).


Fonte: Assessoria







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