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Postada por: Jr Lopes dia 27/12/2009
Avião da FAB trazendo vítimas de ataque no Suriname chega ao Brasil
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O avião da FAB (Força Aérea Brasileira) com cinco brasileiros vindos do Suriname chegou a Belém (PA) neste domingo (27). O grupo foi trazido de volta ao país pelo governo brasileiro após um ataque de surinameses contra cerca de 200 garimpeiros brasileiros.


De acordo com a assessoria da FAB, a aeronave pousou às 20h05 horário de Belém (21h05 de Brasília). Anteriormente, o governo informou que diplomatas brasileiros foram ao Suriname e conversaram com 50 dos brasileiros atacados, dos quais apenas cinco quiseram retornar.


Segundo o Itamaraty, o embaixador do Brasil no Suriname, José Luiz Machado e Costa, fez hoje uma visita a Albina e ainda não confirmou os relatos de que há brasileiros mortos.


Nove feridos que estavam hospitalizados em Saint-Laurent, na Guiana Francesa, receberam alta neste domingo --entre eles uma grávida de três meses que sofreu um aborto espontâneo. No sábado, o embaixador afirmou que, ao todo, 25 pessoas ficaram feridas nos ataques.


Os diplomatas vão permanecer em Paramaribo nos próximos dias e continuarão a conversar com os brasileiros hospedados na capital surinamesa. Após o ataque, 81 brasileiros foram transferidos para hotéis na cidade.


No violento incidente, cerca de 300 surinameses atacaram os brasileiros. O crime teria sido motivado pelo assassinato de um surinamês por um brasileiro de apelido "Pit Boi", gerando uma reação dos "marrons" -- os descendentes quilombolas no país. Ao menos 25 brasileiros se feriram na ação --sete deles gravemente, incluindo uma grávida que perdeu o bebê.


Albina tem um grande contingente de brasileiros, de aproximadamente 2.000 pessoas, que vão trabalhar com garimpo no outro lado da fronteira --o que é proibido pelas leis daquele território, que ainda pertence aos franceses.


Além de atacar os brasileiros, o grupo invadiu um shopping center e outras lojas da cidade. Os moradores locais chegaram a incendiar algumas lojas e bombeiros de Saint Laurent du Maroni, na Guiana Francesa, ajudaram a extinguir as chamas.


Fonte: Folha







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