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Postada por: Jr Lopes dia 20/12/2009
Padrasto diz que queria matar menino com agulhas
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O padrasto do menino de dois anos internado desde o último dia 13 com agulhas espalhadas pelo corpo afirmou que pretendia matar a criança. Em entrevista ao programa "Fantástico", da TV Globo, Roberto Carlos Lopes relatou que dava vinho para o menino desmaiar, e voltou a acusar outras duas mulheres de participação no crime.


"Foi ideia de louco. [...] Do que jeito que ia, ia matar a criança", disse Lopes, que afirmou que sua intenção era matá-lo para atingir a ex-companheira. "Eu brigada demais com a mulher, brigada direto. Aí que começou essa palhaçada [de matar o menino] na cabeça", disse, em entrevista que foi ao ar na noite deste domingo.


Lopes foi preso na última quarta-feira (16) em Ibotirama (BA), e confessou à polícia a autoria do crime. Foram presas também Angelina dos Santos, 47, amante dele, e Maria Nascimento, que se diz mãe de santo, acusadas de envolvimento no caso.


Segundo ele, as agressões ocorreram durante cerca de um mês, ao menos três vezes por semana. "Eu dava vinho e água pra ele, e ele desmaiava", contou.


Na noite deste domingo (20), o Hospital Ana Néri, em Salvador (BA), informou que decidiu adiar a segunda cirurgia para a retirada dos objetivos. Mais cedo, o órgão informou que cogitava realizar, ainda hoje, a operação.


Segundo o hospital, os médicos reavaliaram o quadro clínico do menino, e acharam melhor esperar que ele melhore um pouco mais. A previsão é que a equipe médica decida na próxima quarta (23) a data do procedimento.


De acordo com o hospital, a criança permanece em estado grave, mas estável, e se recupera bem da primeira cirurgia, realizada nesta sexta-feira (18). Na ocasião, foram retiradas quatro agulhas localizadas próximas ao coração e ao pulmão.


O menino já respira sem ajuda de aparelhos e não tem mais necessidade de medicamentos para aumentar sua pressão. Segundo a assessoria do hospital, os médicos consideram que a criança teve uma boa evolução em seu quadro de saúde.


A equipe médica do hospital estima que sejam necessárias mais duas operações para a retirada das agulhas, alojadas no intestino e na bexiga.


Fonte: Folha







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