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Postada por: Andrey Vieira dia 04/07/2013
Sem acordo, servidores do Judiciário decidem por greve a partir do dia 11
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A manifestação desta quarta-feira (3), dos servidores do Tribunal de Justiça, terminou com indicativo de greve por tempo indeterminado a partir da próxima quinta-feira (11), em todas as 54 comarcas do Estado e em Campo Grande.


De acordo com o vice-presidente do Sidjus (Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul), Dionísio Gomes, cada comarca fará uma assembleia para confirmar a paralisação. “Eles têm até a próxima terça-feira (16) para comunicar o resultado ao sindicato”, afirma.


Conforme dados do sindicato, o Judiciário tem 3,3 mil servidores no Estado. Para a paralisação de hoje, foram locados ônibus e pelo menos 350 do interior vieram para a Capital.


Em busca de uma audiência com o presidente do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), desembargador Joenildo de Souza Chaves, a categoria passou à tarde em frente ao TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), no Parque dos Poderes, mas não foram recebidos.


Eles formaram uma comissão e pediram reunião com o presidente, mas foram informados que Joenildo havia saído para uma reunião que estava marcada antes do protesto.


Na pauta de reivindicações dos grevistas estão o pagamento do adicional por tempo de serviço, denúncia de desvio de função e pedido de reajuste do auxílio-alimentação.


De acordo com o Sindicato, os servidores brigam na Justiça desde 1999 pelo direito ao adicional, que deve ser pago a 1,4 mil servidores, em valores retroativos que vão de R$ 8 mil a R$ 40 mil por servidor.


Quanto ao auxílio-alimentação, os servidores querem que o valor chegue ao menos R$ 680. Atualmente, eles recebem R$ 412. No final do mês passado, foi publicado no Diário Oficial da Justiça os novos valores do benefício. A partir de julho, o valor será de R$ 475,17. Em agosto, o valor será aumentado para R$ 522,69, mas não é o suficiente para a categoria.


Durante manifestação na tarde de hoje, em frente do TJ, os funcionários distribuíram coxinhas para protestar contra “vale caviar” dos magistrados.


Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, a comarca de Campo Grande funcionou normalmente, já Dourados e Três Lagoas tiveram maior adesão, mas nenhuma comarca fechou.


Ainda conforme o órgão, nas demais comarcas 90% do efetivo trabalhou normalmente. Na Capital, todos os cartórios estavam abertos e atendendo normal, no entanto a Vara da Infância e Juventude atendeu apenas casos de urgência.


Fonte: CG News







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