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Postada por: Andrey Vieira dia 26/10/2009
Para juiz federal, MS também tem “culpa” por crimes no RJ
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O juiz federal Odilon de Oliveira, que atuou na região de fronteira, afirma que Mato Grosso do Sul tem é uma parcela responsabilidade no combate ao crime organizado no Rio de Janeiro. O Estado é porta de entrada para os entorpecentes vindos do Paraguai e da Bolívia, portanto, o poder público não pode barrar a transferência de presos de outras cidades.


“O crime organizado tem que ser combatido em todos os Estados. Ele não existe isoladamente”, reforça o magistrado. Ele acredita que a remoção causou “alívio” ao Rio de Janeiro.


Para o juiz, o aumento da criminalidade não está diretamente ligado às remoções dos bandidos mais perigosos do Brasil nem tampouco às ações do poder público. “Falta o governo federal dar mais atenção à fronteira”, completa.


Oliveira não acredita que a transferência dos principais criminosos do País para o presídio federal de Campo Grande reflita na sociedade. Ele ressalta que não “compensa” para os bandidos trazer uma estrutura para a Capital porque ficam nas unidades federais por tempo determinado de 360 dias, que podem ser prorrogados pelo menos período.


No entanto, não é o caso do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Ele está na penitenciária federal desde 25 de julho de 2007.


“É um caso especialíssimo”, argumenta o magistrado. Beira-Mar corre o risco de cumprir toda a pena em Campo Grande, conforme já anunciou o diretor do Depen (Departamento Nacional do Sistema Penitenciário”, Wilson Damázio, ao Campo Grande News .


O juiz explica que Beira-Mar foi readequado devido a novos fatos ocorridos no período em que estava já preso. O traficante é acusado de coordenar um plano de sequestro de autoridades, entre elas, o filho do presidente da República. Também pesa sobre Beira-Mar a suspeita de que comande, de dentro da penitenciária, ataques no Rio de Janeiro.


Oliveira explica que os presos que estão no presídio não têm contato entre si. No entanto, todos internos podem se reunir com advogados e ter visitas íntimas.


O juiz garante que apenas os detentos do presídio federal que têm menor poder aquisitivo trazem familiares para morar em Campo Grande. Ele esclarece a família se muda para a Capital porque fica caro o deslocamento dos visitantes.


Fonte: Campo Grande News







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