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Postada por: Andrey Vieira dia 25/10/2009
Abandono de fronteira facilita contrabando
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A falta de políticas públicas para controlar as fronteiras secas do país e o desinteresse de auditores fiscais e policiais federais em trabalhar em regiões inóspitas facilitam cada vez mais a entrada de produtos, armas e drogas sem fiscalização na divisa do Brasil com Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. Em uma área de cerca de 6.000 quilômetros de fronteira seca desde Barra do Quaraí (RS) até Cáceres (MT), o Sindireceita (sindicato dos analistas tributários da Receita Federal) constatou, em levantamento realizado em setembro, que postos de fiscalização da Receita em 16 cidades de cinco Estados estão sem auditores, infraestrutura e equipamentos para o trabalho de aduana.


Sem fiscalização necessária na divisa do Brasil com países vizinhos, entra de tudo no território brasileiro de forma ilegal, segundo relatam auditores fiscais, policiais federais e empresários paulistas. São 245 auditores fiscais e 351 analistas tributários em 31 inspetorias da Receita em uma faixa de 15 mil quilômetros do Norte ao Sul do país para fazer despachos de importação e exportação, controlar o chamado comércio "formiga", além de combater o contrabando, o descaminho, a pirataria e o tráfico de drogas, armas e munições, segundo o Sindireceita.

 


Fonte: Folha Online







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